domingo, agosto 12, 2012

Minha vida é perdoar


Heitor Gomes

Minha vida é perdoar,
Pois o meu perdão me faz renascer.
O perdão é tudo aquilo que tenho,
Para resgata La dos umbrais do prazer.

Deus abençoe o perdão,
e me faça sempre perdoar.
A insanidade de uma Deusa caída,
Que somente na lama consegue se glorificar.

Vivo loucamente essa paixão,
Que me faz chafurdar na insanidade.
Tornando-me um fantoche manipulado,
Aniquilando minhas ínfimas vontades.

Quando a noite cai, eu enlouqueço,
Imaginando os seus delírios.
Devorada como uma fêmea insaciável,
Exalando cheiro de loba no cio.


No rebrilhar do sol repousa como uma santa,
Expressando castidade e pureza.
Eu me inebrio com essa cena tão insólita,
Abençoando e maldizendo toda aquela beleza.

Tornei-me um andarilho sem destino,
Procurando aquilo que nunca perdi.
Alguém que acalmasse a minha alma,
Coisa essa que jamais possui.

Perdôo mil vezes eu perdôo.
Perdôo de manhã à tarde e a noite.
Pois perdoando estarei me livrando,
Do mais implacável açoite.

Perdôo mil vezes eu perdôo.
Somente assim sou capaz de viver.
Depois de cada perdão,
Minha alma volta a renascer.











9 comentários:

Rita Lavoyer disse...

Muito linda a sua poética! Continue escrevendo as suas inspiração. Assim como você, só você mesmo!

Heitor Gomes disse...

Rita, muito obrigado. Você é minha mestra e incentivadora. Abraços.

ALAOR TRISTANTE JÚNIOR disse...

Prezado "Poeta das Multidões", ainda vai perdoar muito. As paixões felizes são muito raras porque sua finalidade não é a geração atual mas a futura. Mesmo os casamentos de amor se efetuam sempre em benefício da espécie e nunca em proveito dos indivíduos. O fundamento do amor é um instinto encaminhado para a reprodução da espécie. O romantismo é uma invenção humana, até recente se você pesquisar a história, como o papai noel, Deus, etc. Esta encenação é importante? É. Faz parte do teatro humano de ilusões atadas. Por isso, poeta! esqueça tudo isso que eu disse. Não tem importância. Curta a vida que a vida é curta. Abraços.

Heitor Gomes disse...

Como diz o meu amigo e filosofo Alaor tristão, chifre é até alvissareiro. O também filosofo e meu amigo Ventura Picasso, diz que o primeiro chifre é que nem o primeiro sutiã. Ninguém esquece. Sera?

Anônimo disse...

VIVER, SEM MEDO DE SER FELIZ É O QUE VOCE HEITOR DIZ SEMPRE. SEU POEMA É MUITO BOM. PARABÉNS!
MARIANICE

HAMILTON BRITO... disse...

Verdade Rita, assim como o Heitor só o Heitor mesmo....GRAÇÃS AO BONÍSSIMO DEUS.

Anônimo disse...

Só pode escolher entre perdoar ou não perdoar é quem nunca errou.Aos demais é dever. Perdão redime mais o perdoador do que quem feriu. Seu poema é um clamor aos homens comuns, que são, por sinal, todas as pessoas, para que repensem suas atitudes e não radicalizem como se santas fossem. Sua linguagem alcança onde filosofias não penetram e produzem mais frutos de perdão. Maria Luzia

Ventura Picasso disse...

Conforme a fera a ser domada, não tem que perdoar, com chifre ou sem chivre, "se foi bom pra vc", perdoa; tem que passar batido - agora se foi o maior engano da sua vida, meu esqueça o perdão...

Mel disse...

é teu segundo poema que leio e estou curtindo... rss vou salvar seu link na barra de favoritos, assim, depois continuo lendo mais. até.
Parabéns!!!