quinta-feira, agosto 16, 2012

Tomei soro a manhã inteira


Heitor Gomes

Tomei soro a manhã inteira,
à tarde fui trabalhar.
Tomei injeção pra dor
e nem pude repousar.

Gritei um grito calado,
um choro mudo e amargurado.
Sem amparo sem amigo,
o coração todo lanhado.

Renegado como um proscrito,
crendo na incredulidade.
O medo era muito grande,
fecundando a insanidade.

O grito mudo e calado,
era meu único amparo.
A fé na descrença Sagrada,
que meu corpo voltasse pro barro.

Mas o barro rejeitou,
infame e pérfida inutilidade.
Hoje sou um sobrevivente,
sem amor, um delinqüente,
que canta aos quatro ventos,
a sua bestialidade.


2 comentários:

migalhas disse...

Ola amig, decidi visitar o seu espaço para ver o que há de novo aqui. :)
Quer vir ver meus novos poemas ? nao se ira arrepender http://assombrado-mc.blogspot.com

Mel disse...

Nossa... sobrecarregado na medida certa,,,, Gostei das palavras escolhidas!!!