quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Pedro e Maria (Conto)


Heitor Gomes

Pedro e Maria, apesar de não serem casados, conviviam juntos há muitos anos. Depois de passado o frenesi do romance, o relacionamento caiu numa morna rotina.
Pedro, após seu sedentário trabalho, tinha o hábito do prazeroso happy hour, chegando em casa alterado e cheirando a cerveja. Maria fora habituada à vida doméstica de televisão e conversas com as amigas vizinhas, sobre banalidades.
Raramente Pedro chamava Maria e dizia:
-Mulher, hoje eu quero você. E Maria, numa atitude robotizada, dirigia-se ao quarto, tirava a roupa de baixo e deixava Pedro estatelar-se num orgasmo alcoolizado. E assim vazava suas emoções nas novelas ou filmes.
Um dia, mudou-se ao lado, uma vizinha com a qual se afinou, tornando-se confidentes. Desabafando com a amiga o gelo do casamento, ela lhe disse:
-Sabe, comigo e meu marido é diferente. Nós temos uma mente aberta e um relacionamento diferente. Jorge e eu temos o hábito de sempre convidar um parceiro para transar conosco.
-Nossa! Não acredito. Você está dizendo que convida outra pessoa para fazer amor com você e o seu marido?
-Isso mesmo, nós temos um amigo e o Jorge vai à loucura quando o vê me fodendo, me fazendo de escrava de seus desejos e quando estou toda lúbrica, ele entra e me come. É muito louco.
Com as freqüentes narrativas da amiga de seu ménage à tróis, Maria começou a ficar curiosa.
Pedro, chega da rua como de costume e encontra a companheira pensativa e pergunta:
- O que foi, aconteceu alguma coisa? E Maria conta ao marido a história que encucava.
- Que absurdo! - respondeu! Nossos vizinhos são uns pervertidos, orgíacos, psicopatas. Como pode um homem permitir uma coisa dessas, entregar a própria esposa à animalidade de outro. Eu não permitiria jamais.
Como a história da amiga remoía dentro dela, resolveu conversar com o marido:
-Preciso falar com você.
-O que foi? Fale!
-É a respeito daquele assunto. Pensei bem e cheguei a uma conclusão: Se você não concordar em esquentar nosso relacionamento, como os nossos vizinhos, vou largar você.
-Você não pode fazer isso. Eu te amo, não vivo sem você.
-Então você decide.
Pedro achou tal idéia inconcebível, pois nem podia imaginar sua amada nos braços de outro, mas a idéia de perdê-la, fez com que ponderasse e aceitasse tal absurdo. Então no outro dia procurou Maria:
-Estive pensando no que me propôs e por amá-la tanto, resolvi aceitar tal absurdo. Quem você pretende convidar?
-Tenho observado o Luizão, o nosso borracheiro e o acho um homem forte. Conversei com ele e ele aceitou.
Era uma sexta feira, passavas das 23 horas, Pedro, Maria e Luizão adentravam um motel da cidade, no carro do casal. Uns tanto tímidos, sem muita coragem de se encararem.
Ambiente propício, luz negra, música e alguma bebida, fizeram com que o trio começasse relaxar-se. Luizão que era mais rústico, tirou a roupa ficando de cueca, começou a acariciar Maria. Ela, ainda tímida, sem jeito, mas foi aos poucos entrando na brincadeira. Luizão começou a tirar sua blusa, acariciando-lhe os seios, que começavam a ficar eriçado. Devagarzinho, Maria passou a mão por dento da cueca, acariciando-lhe o pênis, já em posição de ataque.
O marido assistindo a tudo, querendo mais que fosse um pesadelo, quando Maria totalmente sem roupa, encostou-se nele e começou a chupá-lo, com tanto entusiasmo, que aos poucos se sentia em casa. Passado algum momento, o ménage tornou-se tão delirante, que ninguém sabia mais, quem era quem.
Durante o cotidiano, ninguém tocava no assunto, como se nada houvesse acontecido.
Um dia Pedro não veio dormir em casa, deixando Maria preocupada.
Logo ao clarear o dia, Pedro retornou um tanto soturno, cabisbaixo, deixando a esposa mais preocupada ainda:
-Onde esteve? Não dormiu em casa, não deu noticia.
-Preciso dizer-lhe algo muito sério. - responde. Espero que me entenda.
-Diga.
-Vou me separar de você.
- O quê?- respondeu exaltada. Vai me trocar por alguma vagabunda que arrumou por ai?
- Não! Vou viver com o Luizão, não consigo mais viver sem ele.

4 comentários:

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luiz r lima disse...

parabens Heitor! belo conto e bem
divertido... continue que vc leva jeito rsrsrs

Heitor Gomes disse...

A intenção é só brincar.